segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Ainda que dentro de mim as águas apodreçam e se encham de lama e ventos ocasionais depositem peixes mortos pelas margens e todos os avisos se façam presentes nas asas das borboletas e nas folhas dos plátanos que devem estar perdendo folhas lá bem ao sul e ainda que você me sacuda e diga que me ama e que precisa de mim: ainda assim não sentirei o cheiro podre das águas e meus pés não se sujarão na lama e meus olhos não verão as carcaças entreabertas em vermes nas margens, ainda assim eu matarei as borboletas e cuspirei nas folhas amareladas dos plátanos e afastarei você com o gesto mais duro que conseguir e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove e que sua precisão de mim não passa de fome e que você me devoraria como eu devoraria você ah se ousássemos."

(Caio Fernando Abreu)



Nós somos as nossas escolhas.



Não sei se me orgulho das minhas. Não sei se me orgulho de enterrar toda a minha repugnânica e sordidez humana.


ah se...

ousássemos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009





"Tenho visto intelectuais demais ultimamente. Me canso fácil dos intelectos que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem as suas bocas. Eu me canso de ficar batalhando por cada pedaço de ar para o espírito. É por isso que me afasto das pessoas por tanto tempo, e agora que estou encontrando as pessoas, descubro que preciso voltar para minha caverna. Existem outras coisas além da mente: há insetos e palmeiras e trituradores de pimenta e eu vou ter um triturador de pimenta na minha caverna, portanto riam."





(Bukowski)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Só espero que não seja cancelado de última hora como foi a frustração da última vez!

I just can't wait! *_* 2010 já vai começar bem pelo jeito...e olha quee andam dizendo que vai ser o ano do Rock & Roll... combina com o meu humor para o ano que vem. Juro que eu ando no humor de "vivendo no limite da loucura".

2010 que me aguarde.

domingo, 29 de novembro de 2009

Imagina se fosse verdade.

Todos os cantos, todos os salmos, todos os pecados, todos os mandamentos.
Todas as supostas verdades.
De que então adiantaria, meu deus, quanto sentido a menos faria.

Já que seríamos então uma aberração da natureza,
Por não podermos sentir nem seguir nossos instintos.
Por muitas vezes nem saber quais são eles.
Afinal o que é certo?


Imagina se fosse verdade.

Que todos os nossos prazeres são ilusões.
Testes para avaliar nossa humildade/ bondade/ merecimento/ honra.
De que então adiantaria meu deus, quanto sentido a menos faria.

Já que viveríamos através da negação de nos mesmos,
a fim de alcançar uma paz eterna, prometida;
Que por si só já e absurda,
Uma vez que a paz faz-se da inexistência absoluta?

.
.
.
.
.E ainda dizem que a fé é uma dádiva.




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

RE: Finalmente‏
De: Tatiana Pinheiro
Enviada: sexta-feira, 27 de novembro de 2009 14:40:29
Para: Saulito

bom, escrevi a contra-capa, espero que goste.


A vontade é prosseguir, a injustiça é marcada pelos ponteiros. A verdade está escondida no silêncio.
(...)
Mas não dizer já é pensar
E quando penso nunca minto.
Há alguma lealdade no não dito
?”


Existem várias formas de silêncio. O silêncio covarde. O Silêncio necessário. O silêncio mentiroso. O silêncio requerido. Em todos eles, algo sempre se faz presente: A angústia.

De todas as espécies de palavras, a mais dolorida é aquela que não pode ser dita - afinal, por mais terrível que possa ser declarar o jogo, a incerteza contida no silêncio de quem não o sabe, bem como o nó de quem guarda o sentido nele contido, é como um trabalho de Sísifo, envolto em milhares de expectativas inúteis. É a total falta de liberdade de exprimir-se ante situações e sentimentos tão fortes que não podem ou não devem ser encarados sob pena de letais chibatas.

O silêncio, desta forma, torna-se um misto de morte e vida. Sepulta tudo aquilo que nos torna mais vivos, que de tão ressentido, destrói sua própria essência - proibida.

Eternamente condenados à grande Autoridade, à Quietude, “21 Minutos e A Construção do Silêncio” é um encontro marcado e imperdível com nossos anseios.


=*

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Como escritora, ando uma ótima decoradora e uma cinéfila melhor ainda.

Tem um post lá no
making off dos 10 top melhores filmes de todos os tempos, o que me fez pensar e claro, talvez eu tenha cometido inúmeras injustiças ao fazer essa escolha. Mas enfim, me deu vontade de explicá-las aqui.


"Lembrando que o meu conceito eh o top 10 filmes que mais me emocionaram ou marcaram ou mudaram a minha vida para sempre.

1 - Thelma & Louise (1991)- Ridley Scott
2 - Der Himmel über Berlin (1987) - Wim Wenders
3 - O Sétimo Selo (1956) - Ingmar Bergman
4 - A Rosa Púrpura do Cairo (1985) - W. Allen
5 - Terra em Transe (1967) - Glauber Rocha
6 - Before Sunrise (1995) & Before Sunset (2004)- Richard Linklater
7 - Paris Je T'aime (2006), especificamente o último curta, que me faz desaguar.
8 - Interiors (1978) - Woody Allen
9- Fight Club (1999) - David Fincher
10 - Lost in Translation (2003) - Sofia Coppola


Agora me matem por amar tanto Thelma & Louise...acima dos franceses, acima dos clássicos, acima de tudo hahaha "

so...here I go:

1 - Thelma & Louise (1991)- Ridley Scott:

Pode não ser a maior obra de arte inteligentíssima, com a melhor fotografia e blá blá blá de todos os tempos, mas definitivamente é o filme que mais justifica o que eu tenho tatuado no pulso... "Live free or die". Esse filme influenciou tanto a minha vida, que quero morrer igualzinho às duas: me jogando do grand canyon! e eu não brinco quando faço esta afirmação.

2 - Der Himmel über Berlin (1987) - Wim Wenders:

Ao lado do número 5, o filme mais lindo e poético de todos os tempos. Claro que de maneiras completamente diferentes.

3 - O Sétimo Selo (1956) - Ingmar Bergman:

O único grande clássico cinematográfico que entrou na minha lista. Não preciso explicar, acredito.

4 - A Rosa Púrpura do Cairo (1985) - W. Allen:

É a pura tradução do que é o cinema, do que ele significa, da grandiosidade dele. Este filme é de uma delicadeza única.

5 - Terra em Transe (1967) - Glauber Rocha:

$$¨&%¨*(¨&*()&¨%%%& puta merda! Eu choro.

6 - Before Sunrise (1995) & Before Sunset (2004)- Richard Linklater:

Pra assistir um milhão de vezes.

7 - Paris Je T'aime (2006), especificamente o último curta, que me faz desaguar:

Pq eu amo Paris. Pq eu ainda vou morar lá.

8 - Interiors (1978) - Woody Allen:

Afinal ele traduziu a minha relação familiar como ela sempre foi.

9- Fight Club (1999) - David Fincher:

De fundir.

10 - Lost in Translation (2003) - Sofia Coppola :

Depois de Purp Rose of Cairo, talvez o mais delicado. E definitvamente o mais sutil. Esse filmé é indescritível.

Alguém se habilita a fazer um top 10 aqui?

=*


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Onde andará Dulce Veiga.



As expectativas são boas quando são ruins. Valeu a pena esperar dois longos anos para assistir o longa de adaptação do romance de Caio Fernando Abreu... "Onde andará Dulce Veiga?", que o diretor e amigo do escritor fez questão de upar e disponibilizar na Internet.

Eu especulei tanto sobre esse filme! god! Eu realmente achei que fosse ser uma MEEEERDA, um LIIIIXOOO! Afinal, adaptações de livro sempre são infelizes (Ask to dust do Fante, Nina - adaptação de Crime e Castigo do Dostoiévski e Naked Lunch são alguns bons exemplos). Mas não, o filme é FANTÁSTICO. De verdade. O único defeito dele é o final - que foi modificado e pra muito pior. Entendo que o telespectador de cinema queira ver romance, paixão, happy ends&lovestories, a vitória do heterossexualismo contra o homossexualismo, principalmente os machões de plantão, but sorry, apesar de solitário, o final do livro é um super encontro com o self.

De qualquer forma, até os últimos minutos do filme, tudo mais é fantástico. Até a casa da Marcia foi materializada no filme de acordo com a minha imaginação.
Muito bom mesmo. Mas fica a dica: Não assista antes de ler o livro. Aí sim, você vai achar uma bosta. Só quem já leu pra admirar tanto assim. Fez jus!

=*

sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Não cando de jeito algum. Nem de assistir e nem de morrer de chorar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A primeira vez que escutei Lady Gaga, fui imediatamente remetida aos meus 14, 15 anos. Aquela década de terror para o Rock n’ Roll e de brilhantismo para a Dance Music. Porque, de todas as décadas possíveis em que existiu e existe a Dance Music, a mais digna, sem sombra de dúvida foi a década de 90.
Tempos gloriosos, de verdade. Quem assim como eu, teve oportunidade de viver nessa época de Corona, Nicki French, Culture Beat, La Bouche, Nevada, vocais femininos (alguns masculinos, nipe Double You e Haddaway) e sintetizadores que faziam a festa no início nas famosas matinês do Resumo da Ópera no shopping Eldorado, depois na Krypton, para logo depois (já um pouco crescidos), a noite na Rua Tabapuã, nos Jardins, na Oz e muitas outras baladas regadas ao EuroDance, sabe do que eu estou falando.
Sou meio suspeita com relação as lembranças, tenho mania de editar absolutamente tudo e vivo dizendo que tal época ou aquela foi a melhor da minha vida. Mas, sério. Foi a época mais magra da minha vida rs, a época mais nojenta da minha vida (intimamente ligada ao fútil) e uma das épocas em que eu mais aproveitei, já que tinha 93427957570750 amigos e tinham 47309270750705 coisas pra fazer durante TODOS OS DIAS DA SEMANA. Nem que fosse ir fazer social no América do Shopping Iguatemi – o que acreditem, era muito legal.
Enfim, não posso reclamar da minha juventude. Era demais, mesmo. E nostálgica que sou, depois de escutar “Poker Face” mais ou menos dois trilhões de vezes e não enjoar, agora é a voz do glorioso clipe novo da Lady Gaga: “Bad Romance”, que eu juro que acho genial.

Criticam ela até, dizem que é modinha e tudo. Mas eu aposto: Essa é diva e veio pra ficar.




E vale pra quem quer relembrar: http://danceanos90.blogspot.com/

=*

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Viajar com a gata no feriado = idéia de jerico.

Sexta à noite:


- Juro que o dia que acontecer algo com essa gata ou quando ela morrer, eu nem sei. Acho que morro.


Segunda de manhã:


- Você capotou tanto que nem ouviu a porta batendo, né?
- Realmente não.
- É, a Mia ficou pra fora e ainda ficou miando na porta.
- Vou pegar ela.
- Cadê a Mia?
- Cadê a Mia?
- Cadê a Mia?
- O vitrô do banheiro! Tava aberto!


3 horas de pânico, desespero e pesquisas sobre venenos...


- Vai oferecer recompensa?
- Ah, vou né..só assim...
- Então vem aqui...olha só quem eu achei aqui escondidinha...
- Miaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Gatinha linda da mamãe, gatinha linda da mamãe, abraços, apertos, beijos, beijos.


Quase morri hoje, juro. Foi por pouco.